Saúde 19 de out, 2021

O que fazer em caso de intestino solto? Saiba como resolver o problema

O funcionamento intestinal diz muito sobre o estado de nosso organismo, sabia? A frequência de evacuação é um bom indicador de saúde, já que desarranjos normalmente são sintomas de doenças gástricas, má alimentação e até problemas emocionais. A prisão de ventre, por exemplo, é sempre motivo de atenção. Mas sabia que o intestino solto é […]

O funcionamento intestinal diz muito sobre o estado de nosso organismo, sabia? A frequência de evacuação é um bom indicador de saúde, já que desarranjos normalmente são sintomas de doenças gástricas, má alimentação e até problemas emocionais.

A prisão de ventre, por exemplo, é sempre motivo de atenção. Mas sabia que o intestino solto é igualmente preocupante? Isso pode indicar intolerância a algum alimento, infecções, disfunções no sistema excretor e maus hábitos alimentares.

Quer entender melhor sobre o assunto? Então, continue a leitura!

O que caracteriza o intestino solto?

Em primeiro lugar, é preciso definir o que significa estar com o intestino solto. Como você deve saber, a frequência de evacuação normal é de 3 vezes ao dia até 3 vezes na semana, sendo natural que cada indivíduo tenha seu ritmo.

Uma pessoa que vai ao banheiro a cada 2 dias, por exemplo, não necessariamente tem qualquer problema: ela só tem um intestino mais "preguiçoso". Agora, evacuar mais de 3 vezes ao dia é sinal de alerta.

Mais importante ainda do que ficar de olho na frequência da evacuação é observar a aparência das fezes. O ideal é que elas tenham uma forma alongada e uma consistência pastosa, lisa ou com pequenas fissuras na superfície.

Já quando se tornam mais líquidas e com bordas mal definidas, provavelmente seu intestino está um pouco solto. Além disso, a dificuldade de controlar a evacuação também demonstra desarranjos intestinais.

Quais são as principais causas?

O aumento no número de evacuações e o amolecimento das fezes podem ocorrer por muitos motivos. Veja só alguns dos principais!

Intolerância alimentar

A intolerância a alguns grupos alimentares é uma das principais causas do intestino solto. Quando o corpo não consegue digerir bem a lactose ou o glúten, por exemplo, há uma reação alérgica que pode inflamar o intestino, levando ao aumento na frequência de evacuações.

Infecções

Infecções por bactérias, vírus e parasitas também motivam o desarranjo intestinal. Em geral, esse quadro vem acompanhado de outros sintomas, como febre, dor abdominal e náuseas. Já quando se trata de parasitoses, o problema pode vir acompanhado de coceira no ânus.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é caracterizada por uma anomalia nos movimentos de relaxamento e contração dos músculos do cólon e de outras partes do tubo digestivo. Ela leva o intestino a ficar descoordenado, o que pode modificar o ritmo de evacuações, além de causar cólicas, inchaço abdominal e muco nas fezes.

Síndrome do intestino solto

Já a síndrome do intestino solto ocorre quando o intestino se torna muito poroso. Assim, há uma deficiência na proteção natural contra toxinas, que passam a "vazar" para o organismo. Além do desarranjo intestinal, o problema leva a sintomas muito variados, como dores de cabeça e nas articulações, acne, fadiga crônica e inflamação generalizada.

Problemas emocionais

Os problemas emocionais têm tudo a ver com o intestino solto! Isso porque há um nervo na região — o nervo vago — que tem ligação com o hipotálamo, a área do cérebro que controla os impulsos relacionados às emoções. Com isso, os movimentos intestinais podem ser desencadeados por respostas emocionais, como o estresse e a ansiedade.

Dieta rica em gorduras e industrializados

O consumo excessivo de gordura é um dos grandes culpados pela evacuação frequente. Ainda, pode deixar as fezes mais pastosas do que o normal. Os alimentos industrializados podem causar o mesmo efeito, já que são repletos de substâncias que irritam o intestino, como corantes, conservantes e aromatizantes.

Efeitos colaterais de substâncias

Por fim, o intestino pode ficar mais solto devido aos efeitos colaterais de algumas substâncias e medicamentos. Antibióticos, alguns remédios para o tratamento de doenças cardíacas e câncer e altas doses de vitamina C são capazes de causar um desarranjo intestinal.

Quais alimentos ajudam a melhorar os sintomas?

Não é segredo para ninguém que a alimentação saudável é uma grande aliada. Se a frequência das evacuações aumentar, vale a pena tentar controlar o problema por meio da dieta, já que alguns alimentos ajudam a regular o funcionamento do intestino.

Para tanto, aposte naqueles que têm função anti-inflamatória ou que causam o efeito aglutinador, deixando as fezes mais firmes. São exemplos:

  • banana verde;
  • batata;
  • cenoura;
  • maçã sem casca;
  • pera cozida;
  • arroz;
  • pães de farinha branca;
  • carnes brancas.

Até regularizar a situação, é bom evitar alimentos que soltam o intestino, como verduras, grãos (aveia, milho e lentilha, por exemplo), oleaginosas e frutas com bagaço e casca, além do mamão e da ameixa, muito conhecidos por seu efeito laxativo. As sementes como chia, gergelim e linhaça também devem ficar de fora do cardápio.

Quando procurar um médico?

Caso a frequência de evacuações não volte ao normal dentro de alguns dias ou o problema se torne muito preocupante, não deixe de consultar um médico. Afinal, o desarranjo intestinal pode ser sintoma de doenças que exigem tratamento rápido ou investigação mais profunda.

E se as dores de barriga estão relacionadas a questões emocionais, não ignore os sinais do seu corpo, viu? Isso indica que você está passando por emoções que causam malefícios à sua saúde mental e que podem levar a um quadro de depressão, entre outros problemas.

Além disso, você deve procurar um especialista — o coloproctologista — sempre que notar sintomas mais graves, independentemente da frequência de evacuações. São eles:

  • sangramento durante a evacuação ou sangue nas fezes;
  • dores anais;
  • cólicas abdominais frequentes;
  • caroços na região anal;
  • secreção e coceira no ânus;
  • diarreia persistente;
  • incontinência fecal;
  • constipação intestinal frequente.

Tirando essas situações, adultos com mais de 50 anos — ou a partir de 40 anos quando há histórico de câncer de próstata, intestino, reto e cólon na família — devem consultar o coloproctologista regularmente para fins preventivos e a realização de exames de rotina. A frequência ideal é de uma vez ao ano.

Agora que você sabe algumas das principais causas do intestino solto, não se esqueça de ficar sempre de olho no seu ritmo de evacuações, hein? Desarranjos para mais ou para menos são indicativos de problemas de saúde física ou emocional ou de maus hábitos.

Aproveite que está por aqui e veja também algumas dicas de como combater o estresse!

Cartão de TODOS

Redator

Cartão de TODOS e os cookies: a gente usa cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Olá! Como podemos ajudar?