Sem categoria 19 de out, 2021

O que é e como tratar tendinite? Entenda aqui!

Sentir dor em qualquer parte do corpo não é normal. Felizmente, ela surge como um sinal (repentino ou não) para avisar que algo não anda bem no organismo. O local atingido varia, mas pontos específicos das articulações costumam indicar um quadro de tendinite. Os sintomas são bem desconfortáveis e atrapalham a execução de diversas atividades. […]

Sentir dor em qualquer parte do corpo não é normal. Felizmente, ela surge como um sinal (repentino ou não) para avisar que algo não anda bem no organismo. O local atingido varia, mas pontos específicos das articulações costumam indicar um quadro de tendinite.

Os sintomas são bem desconfortáveis e atrapalham a execução de diversas atividades. Se não forem controlados da forma correta, podem deixar o paciente cada vez mais desanimado e sujeito ao estresse. Mas qual é a melhor forma de evitar ou combater esse tipo de problema?

Vou tirar suas principais dúvidas. Acompanhe a leitura para saber como tratar tendinite e quais cuidados tomar durante o processo.

O que é tendinite?

A tendinite representa a inflamação do tendão. Temos vários tendões distribuídos pelo corpo, e eles atuam como estruturas fibrosas para ligar os músculos aos ossos. Por conta dessa função, conseguimos realizar movimentos simples e complexos em diversos membros.

A tendinite surge quando algum tendão sofre danos ou desgaste por diferentes razões. Os fatores que resultam nesse tipo de inflamação podem ser mecânicos, químicos ou biológicos. Isso significa que a origem do desconforto varia bastante de uma pessoa para outra.

Principais causas

Investigar o estilo de vida do paciente é o primeiro passo para saber como tratar tendinite. Afinal, cada causa vai demandar uma abordagem específica para conter os sintomas e combater a inflamação. Veja algumas práticas e condições que colaboram para o desenvolvimento da doença:

  • idade avançada — com o passar dos anos, os tendões perdem elasticidade e ficam mais suscetíveis a sofrer danos;
  • sobrepeso ou obesidade — a carga excessiva sobre os membros afeta o desempenho dos tendões, deixando-os mais frágeis;
  • gravidez — a gestação promove mudanças no corpo que favorecem o surgimento de dores, muitas delas nos tendões;
  • exercícios intensos — a prática excessiva de atividade física pode sobrecarregar as estruturas que conectam a musculatura aos ossos;
  • movimentos repetitivos — gestos prolongados geram estresse corporal e, consequentemente, aumentam a inflamação;
  • doenças autoimunes — em alguns casos, o organismo pode enxergar o tendão como ameaça e começar a atacá-lo;
  • maus hábitos alimentares — uma dieta pobre em nutrientes, aliada ao consumo de substâncias tóxicas, colabora para a desidratação das articulações.

Sintomas mais comuns

A longo prazo, os danos aos tendões podem causar a degeneração da estrutura. Por isso, é importante ficar de olho nos sinais e buscar ajuda frente a qualquer alteração. O primeiro sintoma percebido consiste em dor intensa na área afetada, resultante da inflamação.

Além de sentir esse desconforto, a pessoa começa a ter dificuldade para movimentar a região dolorida. Ela pode achar difícil dobrar o braço, levantar os ombros ou esticar as pernas, por exemplo. Também é comum que o local inflamado fique inchado, avermelhado e mais quente que o normal.

Quais são os tipos de tendinite?

Conhecer as formas da doença é outro cuidado necessário para saber como tratar tendinite. O ideal é anotar os sintomas e os locais afetados para facilitar o diagnóstico. Você deve levar essas informações ao pronto-atendimento ou consulta com seu médico.

Qualquer tendão está sujeito a apresentar inflamação em algum momento. E como existem vários tendões pelo corpo, esse problema pode se manifestar tanto nos membros superiores quanto nos inferiores. Veja as partes que geralmente envolvem as queixas dos pacientes:

  • mão — afeta a região do dorso, principalmente em grupos que prestam serviços braçais, como faxina e trabalhos de construção civil;
  • pulso — comum em pessoas que exercem tarefas manuais repetitivas, como digitação e costura;
  • ombro — ocorre bastante entre os praticantes de esportes que exigem força nos braços, como vôlei, natação e tênis;
  • joelho — atinge a patela e é recorrente em indivíduos que estão acima do peso, além de surgir após saltos, corridas e atividades de alto impacto;
  • quadril — causa dores intensas que podem se estender para as pernas, causando cansaço e até cãibras nos membros inferiores;
  • cotovelo — pode ser lateral ou medial, conforme a localização da dor no momento de mexer o braço;
  • calcanhar — lesão concentrada no tendão que conecta o calcanhar à panturrilha, causada principalmente pelo uso de calçados inadequados.

A tendinite também costuma ser classificada por graus (I, II e III), de acordo com o nível de inflamação e a gravidade dos efeitos. O primeiro é menos preocupante porque caracteriza sintomas clínicos dolorosos e pouca restrição dos movimentos.

No segundo, o paciente já tem sinais inflamatórios mesmo quando está em repouso, com limitação de mobilidade e degeneração inicial. O terceiro grau ocorre quando o tendão é rompido — essa condição chega a dificultar ou até a impedir a locomoção do indivíduo.

Como tratar tendinite?

Toda enfermidade exige um profissional capacitado para lidar com seus sintomas, seja uma doença crônica, como a síndrome do intestino irritável, seja uma condição emergencial, como pedra nos rins.

No caso da tendinite, o tratamento deve ser feito por médico especializado. Em geral, é o reumatologista que diagnostica as inflamações que acometem as articulações e os tecidos que se ligam a elas. Ele fará perguntas para investigar as causas e complementará o atendimento com exames específicos.

Ao confirmar um quadro de tendinite e o local inflamado, o médico terá condições de indicar o melhor tratamento. As opções podem envolver uma única abordagem ou a combinação de práticas que favoreçam a recuperação do paciente. Entre elas, destacam-se:

  • medicamentos — anti-inflamatórios são aliados no alívio das dores e na redução da inflamação. São administrados via oral ou, em alguns casos, na forma de géis e pomadas que amenizam a queimação;
  • repouso — o paciente pode precisar diminuir a movimentação do membro afetado, muitas vezes com fixação de talas e aplicação de gelo no local;
  • ginástica — serve para condições agudas e crônicas porque consiste em fazer exercícios de baixo impacto para combater a dor. Ajuda a corrigir a postura, a melhorar o equilíbrio, a desenvolver a consciência corporal e a fortalecer a musculatura;
  • fisioterapia — procedimentos realizados por fisioterapeutas também ajudam a eliminar o problema (laser, ultrassom e massagem miofascial estão entre as alternativas).

A prática equilibrada de atividades físicas, uma alimentação saudável e o descanso adequado entre uma tarefa e outra são essenciais para a prevenção do problema. Ao manter um estilo de vida equilibrado, você não vai precisar aprender como tratar tendinite tão cedo.

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Redator

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