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dores crônicas
Saúde 14 de dezembro de 2021

Dores crônicas: estatísticas oficiais e tratamentos disponíveis

Quando a pessoa sente dores crônicas por três meses, é hora de ligar o alerta. O período caracteriza a condição que afeta mais de 60 milhões de brasileiros. O número foi identificado por pesquisa conjunta da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed), da Universidade Federal de Santa Catarina e da Faculdade de Medicina do […]

Quando a pessoa sente dores crônicas por três meses, é hora de ligar o alerta. O período caracteriza a condição que afeta mais de 60 milhões de brasileiros. O número foi identificado por pesquisa conjunta da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed), da Universidade Federal de Santa Catarina e da Faculdade de Medicina do ABC.

Infelizmente, o aparecimento de dores constantes é comum, e pode resultar em problemas como a depressão. Nesses casos, procurar ajuda profissional é fundamental para ter um diagnóstico correto e melhorar a qualidade de vida.

Neste post, você confere informações importantes sobre os principais tratamentos oferecidos para dores crônicas. Boa leitura!

Causas das dores crônicas

A causa das dores crônicas está relacionada às alterações nos mecanismos de funcionamento da dor. Essas mudanças acontecem em função de traumas físicos ou psicológicos. Para entender mais sobre o assunto, é preciso falar da coluna vertebral.

Essa parte do corpo liga as terminações nervosas e o cérebro. A região posterior da medula espinhal, por meio de neurônios, transmite, ao córtex cerebral, a informação de que algo aconteceu e precisa ser identificado com alguma resposta. O problema acontece quando essa resposta é prejudicada.

A dor é um mecanismo do corpo importante para a manutenção da nossa existência. Ela é o sinal que comunica que algo está errado. O esquema de funcionamento da dor é um sistema complexo de fios (terminações nervosas), que liga o cérebro a todas as partes do organismo.

Estatísticas das dores crônicas

O aumento do número de pessoas que sofrem com dores crônicas é explicado pelo processo de envelhecimento da população brasileira. Com o crescimento das faixas mais avançadas de idade, é natural que a quantidade de incômodos fisiológicos aumente. Em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 32,9 milhões de idosos no país.

A dor crônica está associada às condições de vida da população. Fatores como emprego, prática de exercícios físicos, boa alimentação e idas regulares ao médico influenciam na prevenção do quadro. A Região Sul figura como a mais afetada (42%), segundo o estudo da Sbed, por dores crônicas.

As outras regiões seguem com 38% (Sudeste), 36% (Norte), 28% (Nordeste) e 24% (Centro-Oeste). Dores de cabeça, incômodos na coluna, no pescoço, nas articulações e no ouvido são comuns para o quadro.

O uso de analgésicos para tratar essas dores é uma rotina na vida das pessoas destacadas nessas estatísticas. Aumentar a imunidade é um caminho para reduzir esses desconfortos.

Ao contrário da dor aguda, não existe causa aparente para a dor crônica. O uso de medicamentos (opioides), em muitos casos, tem baixa eficácia. O grau de intensidade varia de 1 a 3. Na consulta com o especialista, a dor será medida para estabelecer o tratamento mais adequado.

Tratamentos com infiltração e fisioterapia

O problema de saúde coletiva deve ser conduzido com a associação de terapias que toquem a mente e o corpo, de forma a evitar a depressão, a ansiedade e, em casos mais graves, o suicídio. Sentir dor diariamente é como a experiência de respirar sem oxigênio suficiente.

Remédios para diminuir a dor podem ser aplicados diretamente, via injeção, na região afetada. Essa é uma maneira de cuidar da saúde do paciente, mas é preciso ter extremo cuidado devido à sua natureza invasiva.

Você conhece o seu corpo? A falta de percepção corporal é um dos fatores que explicam dores e a permanência de desconfortos. As condições de trabalho, incluindo a cadeira e o local de dormir, como a cama e os travesseiros, são pontos de risco no enfraquecimento muscular. A fisioterapia atua justamente na correção e no fortalecimento da nossa estrutura.

Restabelecer a capacidade dos músculos por meio de técnicas como o biofeedback, que destaca os movimentos musculares específicos de determinada área, é uma boa solução. Dessa forma, o paciente cria uma percepção melhor sobre os músculos, trabalhando seu condicionamento de modo eficaz.

Outra tecnologia usada no tratamento fisioterápico é a eletromiografia. Ela é responsável por otimizar o período do procedimento e quantifica a capacidade que determinado músculo tem de responder aos estímulos.

Opções com acupuntura para amenizar as dores

Método da medicina chinesa tradicional, nos últimos anos, a acupuntura deixou de ser uma possibilidade distante e financeiramente restritiva. A importância e o reconhecimento dos benefícios dessa técnica abriu possibilidades de intervenção no tratamento de dores crônicas.

O método, que utiliza a inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, minimiza dores e previne crises. Pacientes com dores crônicas na coluna e no pescoço, por exemplo, são beneficiados ao usarem menos medicações farmacológicas devido à acupuntura.

As agulhas agem na potencialização das fibras musculares que mandam um sinal, através da medula espinhal, para o cérebro liberar substâncias que relaxam o corpo e evitam a dor. O hormônio endorfina, responsável pela sensação de bem-estar, é um exemplo dessas substâncias.

Acompanhamento psicológico para cuidar do corpo

A dor psicológica pode virar dor física — esse processo é chamado somatização. A terapia cognitivo-comportamental permite conhecer a maneira como você lida com a dor. Ela busca entender os mecanismos de defesa que a mente utiliza para anular ou reforçar os sintomas.

A dor faz parte da existência humana e precisa de atenção tanto quanto as emoções felizes. A terapia é um método de tratamento para a dor crônica, e age na reprogramação de processos mentais.

Assim como, na nossa infância, aprendemos a vestir uma roupa, também adquirimos o conhecimento de como sofrer. Dessa forma, identificar essa estrutura para amenizar as dores é um dos pontos trabalhados na terapia.

Como você aprendeu neste artigo, as dores crônicas atingem a população brasileira conforme as pessoas envelhecem. É necessário prezar pela qualidade de vida, com uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos, além de tratamentos como infiltração, fisioterapia, acupuntura e terapia. Bom lembrar: é melhor cuidar hoje para não adoecer amanhã.

Você já deu um primeiro passo muito importante para a sua saúde ao se informar. Agora, mantenha o hábito da leitura sobre assuntos relacionados ao bem-estar: curta a nossa página no Facebook e fique por dentro de outros conteúdos como este!

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